
Na busca incessante por calma
me perco nas entranhas inquietas
entrelinhas borbulhantes
turbilhão
estrelas cintilantes
ecoam
em minha alma
Mente a girar o mundo
sinto-me cair a esmo
num segundo
sem cessar
escuro…
Buraco sem fundo!
Quero adormecer sono profundo,
desligar o botão das inquietudes
o sono de Julieta por dias e noites
Ai de mim!
Salve-me senhor das trevas pensantes!
Deuses dos burburinhos que tomam o pensar.
enlouquecidamente vos peço clemência
E um pouco de paz.
Nesta minha urgência por calma
vou compondo versos inquietos
que galopam em meus verdejantes campos de sonho
Enquanto clamo:
“Aquieta-te, Alma!”
Por Anamaria Moraes
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